Brasil sem lei e sem vergonha

Quando as leis são frouxas, os tribunais com maioria de ministros intrujados pelo mais bandido dos partidos jamais visto na história, a certeza da impunidade, o desrespeito pela coisa pública, dar casas para a companheirada militante até parece um crime menor. Não é. Pode ate parecer insignificante diante de tantos crimes perpetrados por download (1)SAFARDANA LAUALuís Inácio da Silva, seu partido de bandidagens, por seus familiares, pelo instituto que leva seu nome e leva graciosamente o terreno onde ficava a cracolândia, no centro de São Paulo. São tantos os crimes que muitos deles acabam caindo no esquecimento da mídia e da população e pior: da justiça, que é tocada na base do apelo e indignação popular do momento, aliás, era tocada à base de comoção popular, isto porque após o voto a favor dos recursos infringentes proferido pelo Min. Celso de melo, vimos que a opinião do povo que um dia teve algum peso acabou sepultada junto com a esperada condenação dos mensaleiros. A jornada de crimes de Lula e do PT iniciou-se há décadas com o caso Lubeca, durante o mandato de Luiza Erundina à frente da Prefeitura de São Paulo. De lá para cá, a impressão que se tem é que este partido foi criado com um único objetivo: buscar o poder usando o crime como meio. E os crimes passam pelos casos do Bancoop, Gamecorp, Celso Daniel, Farcs, Cartões Corporativos de Lula e familiares, Mensalão, da secretária do fanfarrão, a Rosemary Noronha, da secretária do poste Erenice, Francenildo do Palocci, e de tantos outros que poderia encher dezenas de páginas relatando-os.

Todos os crimes de Luís Inácio da Silva e sua troupe criminosa passam por tribunais por ele dominados. Quando não se extinguem no nascedouro de instâncias inferiores, desaguam no STF, onde Barroso, Tóffoli, Levandowisk, Teori Ravascki, Rosa Weber, providencialmente nomeados pelo Partido da Bandidagem, em nome do crime e sob a batuta do fanfarrão ex-presidente, garantem a impunidade ao impedirem votos unanimes daquela Corte onde deveria residir a ultima esperança de justiça.

Assim, crimes como este noticiado hoje (todos os dias noticiam um novo) acerca de favorecimento de militantes na aquisição de casas do programa eleitoreiro do Minha Casa Minha  Vida, acabam parecendo roubo de galinha!

Mas, repito: não é!

Leia matéria do Jornal “O Estado de São Paulo”

Militância vira critério para receber moradia do Minha Casa Minha Vida

Onze das 12 entidades com projetos aprovados pelo Ministério das Cidades são dirigidas por filiados ao PT; quem marca presença em protestos e até ocupações ganha prioridade na fila da casa própria em São Paulo

28 de setembro de 2013 | 17h 47
Adriana Ferraz e Diego Zanchetta, O Estado de S.Paulo

Líderes comunitários filiados ao PT usam critérios políticos para gerir a maior parte dos R$ 238,2 milhões repassados pelo programa Minha Casa Minha Vida Entidades para a construção de casas populares na capital. Onze das 12 entidades que tiveram projetos aprovados pelo Ministério das Cidades são dirigidas por filiados ao partido. Suas associações privilegiam quem participa de atos e manifestações de sem-teto ao distribuir moradias, em vez de priorizar a renda na escolha. Entre gestores dos recursos, há funcionários da gestão de Fernando Haddad (PT), candidatos a cargos públicos pela sigla e até uma militante morta há dois anos.

A partir de repasses diretos, as associações selecionadas pelo governo federal escolhem quem vai sair da fila da habitação em São Paulo. Os critérios não seguem apenas padrões de renda, mas de participação política. Quem marca presença em eventos públicos, como protestos e até ocupações, soma pontos e tem mais chance de receber a casa própria.

Para receber o imóvel, os associados ainda precisam seguir regras adicionais às estabelecidas pelo programa federal, que prevê renda familiar máxima de R$ 1,6 mil, e prioridade a moradores de áreas de risco ou com deficiência física. A primeira exigência das entidades é o pagamento de mensalidade, além de taxa de adesão, que funciona como uma matrícula. Para entrar nos grupos, o passe vale até R$ 50.

Quem paga em dia e frequenta reuniões, assembleias e os eventos agendados pelas entidades soma pontos e sai na frente. O sistema, no entanto, fere o princípio da isonomia, segundo o advogado Márcio Cammarosano, professor de Direito Público da PUC-SP. “Na minha avaliação, esse modelo de pontos ainda me parece inconstitucional, além de escandaloso e absolutamente descabido. Ele exclui as pessoas mais humildes, que não têm condições de pagar qualquer taxa ou mesmo de frequentar atos públicos”, afirma.

50 mil pessoas. Os empreendimentos são projetados e construídos pelas associações, que hoje reúnem uma multidão de associados. São mais de 50 mil pessoas engajadas na luta pelo direito à moradia. Além das entidades dos petistas, há ainda uma outra dirigida por um filiado ao PCdoB.

A força política dos movimentos de moradia, que só neste ano comandaram mais de 50 invasões na cidade, pressionam não só o governo federal, mas a Prefeitura. Em agosto, Haddad publicou um decreto no qual se comprometeu a permitir que entidades possam indicar parte das famílias que serão contempladas com moradias em sua gestão. A promessa de campanha é entregar 55 mil até 2016 – as lideranças querem opinar sobre 20 mil desse pacote.

O cientista político Marco Antonio Teixeira, da FGV, ainda alerta para o um efeito colateral do esquema implementado na capital pelas entidades, que é a cooptação política dos associados, com fins eleitorais.

“O governo deve imediatamente intervir nesse processo e rediscutir as regras. Isso remete ao coronelismo. Além disso, a busca pela casa própria não pode ser um jogo, onde quem tem mais pontos ganha.”

Quem é quem. A maior parte das entidades é comandada por lideranças do PT com histórico de mais 20 anos de atuação na causa. É o caso de Vera Eunice Rodrigues, que ganhou cargo comissionado na Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab) após receber 20.190 votos nas últimas eleições para vereador pelo partido.

MILITÂNCIA CRIMINOSA
MILITÂNCIA CRIMINOSA

Verinha, como é conhecida, era presidente da Associação dos Trabalhadores Sem Teto da Zona Noroeste até março deste ano – em seu lugar entrou o também petista José de Abraão. A entidade soma 7 mil sócios e teve aval do Ministério das Cidades para comandar um repasse de R$ 21,8 milhões. A verba será usada para construir um dos três lotes do Conjunto Habitacional Alexius Jafet, que terá 1.104 unidades na zona norte.

No ano passado, Verinha esteve à frente de invasões ocorridas em outubro em prédios da região central, ainda durante a gestão de Gilberto Kassab (PSD), e em pleno período eleitoral. Em abril, foi para o governo Haddad, com salário de R$ 5.516,55. A Prefeitura afirma que ela está desvinculada do movimento e foi indicada por causa de sua experiência no setor.

Outra entidade com projeto aprovado – no valor de R$ 14 milhões –, o Movimento de Moradia do Centro (MMC), tem como gestor Luiz Gonzaga da Silva, o Gegê, filiado ao PT há mais de 30 anos e atual candidato a presidente do diretório do centro. Com um discurso de críticas à gestão Kassab e de elogios a Haddad, ele também nega uso político da entidade. “Qualquer um pode se filiar a nós e conseguir moradia. Esse é o melhor programa já feito no mundo”, diz sobre o Minha Casa Minha Vida Entidades.

O BRASIL É DO PARTIDO DA BANDIDAGEM
O BRASIL É DO PARTIDO DA BANDIDAGEM

Ministério diz que desconhece esquema de pontuação. O Ministério das Cidades afirmou desconhecer que a presença em atos públicos, como protestos e ocupações, renda pontos às pessoas que lutam por uma moradia na capital. A pasta informou apenas que as entidades podem criar regras adicionais às estabelecidas pelo Minha Casa Minha Vida, sem a necessidade de aprová-las no governo.

Da mesma forma, o ministério disse que não pode interferir em regras internas dos movimentos de moradia e, por isso, não tem como impedir a cobrança de taxas e mensalidades.

MINISTRO LACAIO
MINISTRO LACAIO

O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro (PP), não quis dar entrevista. Por meio de nota, sua assessoria ressaltou que as entidades não são selecionadas, mas habilitadas a receber verba mediante o cumprimento de uma série de atribuições, como dar apoio às famílias no desenvolvimento dos projetos, assim como na obtenção da documentação necessária. O processo não segue, segundo a pasta, critérios políticos. Além disso, as associações devem se submeter a uma prestação de contas, feita pela Caixa Econômica Federal, que financia as unidades.

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=3icjZqqLZYc#t=228

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