Lamentos da reflexão!

No início era contra os movimentos grevistas ou como era chamado na época, paredista, devido educação de berço. Hoje, sou contra as greves porque elas não reividicam nada em pról do trabalhador, são nada mais que massa de manobra de sindicalistas que viram em Lula, o segredo de enriquecer sem o suor do trabalho.

Morei perto do famigerado Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, vi os movimentos totalitaristas travestidos de movimento sindical, vivi o desconforto de ter minha casa sobrevoada pelos helicópteros do Exército bem como, impedido para transitar pelas pricipais vias daquela cidade, hoje governada também por um oportunista sindicalista e ex-ministro em duas pasta do governo Lula.

Votei em Fernando Collor de Melo imaginando estar impedindo o acesso do pernambucano ao Planalto, não votei em Collor de Melo por qualquer mérito de seus apêlos como candidato.

Com a eleição de FHC e seu governo, imaginei que estava lançado a pedra fundamental para o início de um Brasil grande, próspero, tecnológico e socialmente justo. Ao findar do seu segundo mandato, sentia calafrios com o crescimento de Lula, impressão igual compartilhada nos meios financeiros internacionais, fazendo o risco Brasil passar de 3500 pontos e a forte desvalorização do real.

A eleição foi muito constrangedora para mim, onde vi e ouvi de colegas acadêmicos portadores de titulação como pHD em física, justificativas de porque iriam votar para o ex-sindicalista. O constrangimento não parou nestes níveis e tive de suportar a confissão de entes queridos que teriam votados para a figura. Sentia-me intimamente derrotado e me questionando porque eu detestava a figura se pessoas tão próximas a mim, viam naquele indivíduo qualquer valor dignos dos seus votos.

O meu desgosto em relação a política chegou a tal nível, que boicotei as eleições seguintes e, para não perder o meu direito de voto, paguei as multas ao TSE. Hoje vejo com algum regozijo que Lula não tem tanto poder de persuasão e também o crescimento dos anti lulistas; espero ardentemente que em outubro se defina os destinos do Brasil com a eleição de José Serra, pois será terrível ver e conviver com a marionete em forma de mulher na presidência do Brasil pelos próximos quatro anos, isto se ela não der um golpe em Lula e pretender mais quatro.

Desde 2002 tenho procurado entender o que levou a população brasileira para uma opção tão inadequada e infeliz, mas como a democracia preconiza que a maioria vence passei a suportar a decisão; hoje, já na segunda metade da vida, sinto uma espécie de satisfação quando vejo jovens defendendo o indefensável, pois diferentes do que penso ou me espera, eles terão de suportar por muito mais tempo os demandos que certamente virão com a eleição da ex-terrorista.

Da era dos governos militares, só lamento que os portadores de “belos currículos” como José Dirceu, Genoíno, Franklim Martins, Gabeira, Vannuchi, Dilma Vana Roussef Linhares e tantos outros, não foram desaparedidos para sempre.

Tetsuo Shimura  |  12/07/2010 at 13:59

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